O medo… influencia as nossas escolhas/decisões?

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Aquele que não tem medo, mesmo que lá no íntimo, atire a primeira pedra! Esta afirmativa se dá por sermos seres humanos, passíveis desses sentimentos e emoções, existe uma infinidade de fatores desencadeantes do medo, que podem acometer pessoas em todas as faixas etárias, podem ser passageiros, assim como tornar-se psicopatológicos.

O que é medo? Quais os sinais e sintomas do medo? O medo é patológico? O medo significa a mesma coisa que fobia? O que pode estar por detrás das fobias?

O medo é uma alteração das emoções e dos sentimentos, também é fundamental para a nossa autopreservação. Já imaginou se não o tivéssemos? O que seríamos capazes de fazer? Atravessar uma rua sem temer a um possível acidente, pôr em risco a própria vida.

O medo é uma emoção básica do ser humano. E esta tem o propósito de sinalizar o perigo e prepara-nos fisicamente para que possamos fazer o necessário para a sobrevivência. Quando tal se justifica, o medo pode ser um dos nossos recursos mais vitais.

No entanto, o medo tem vindo a tornar-se uma espécie de negócio, em vez de um útil e valioso recurso. Vivemos num clima alimentado pelo medo. Os media invadem o nosso dia-a-dia com várias manchetes que suscitam o medo e a insegurança, enquanto somos bombardeados com anúncios que tocam no nosso medo para que determinados produtos sejam vendidos.

O medo influencia as escolhas que fazemos. No entanto, a tomada de decisão motivada pelo medo é um erro. Caso não se trate de um contexto perigoso, esta decisão nunca nos vai levar a uma vida saudável como tanto ansiamos.

Então qual é o primeiro fator motivacional na sua vida?

Deixamos-lhe dicas para refletir se está a ser conduzido pelo medo e não pela sua liberdade de escolha:

O medo só vê o lado negativo. Apesar de todas as escolhas terem o seu lado positivo e negativo, o medo apenas identifica os piores cenários possíveis..

O medo não o deixa parar para pensar. O medo diz-nos para reagir imediatamente.

O medo diz-nos para evitar qualquer coisa nova ou desconhecida. Considerando que o medo costumava surgir apenas em resposta a ameaças reais à sobrevivência, agora o seu “alarme” soa sempre que põe um pé fora da sua “zona de conforto.”

O medo contrai-nos mais do que nos expande. Em vez de forçar os nossos limites, o medo encoraja-nos a evitar qualquer falha ou rejeição.

O medo esconde a nossa intuição. Em grandes tomadas de decisões ouvimos muitas vezes falar em confiar nos nossos “instintos”. Quando estamos absorvidos pelo medo, os instintos são difíceis, se não impossíveis, de reconhecer.

O medo muitas vezes impede-nos de tomar qualquer decisão. Enquanto muitos indivíduos não vacilam perante uma escolha, o medo mantém muitos a questionarem-se e a evitar decisões sempre que as podem tomar.

Porquê enfrentar o medo?

  1. Porque o medo se torna invalidante.
  2. Porque o medo pode não ser real.
  3. Porque quanto mais fugimos e evitamos, mais o medo aumenta.

Posto isto, se o medo toma conta das suas decisões, o que pode fazer?

Primeiro, reconheça quando o medo está presente usando a lista acima. Dê a si próprio tempo e espaço para ouvir outras vozes internas além da do medo em qualquer decisão. Considere fazer uma lista concreta de prós e contras numa dada situação. Depois, espere até estar num local melhor para tomar qualquer decisão que necessite. Se o medo persistir, procure ajude para o ultrapassar.

Dra. Filipa Araújo

(Psicóloga Clínica e da Saúde)

 

 

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